http://style.greenvana.com/2011/degelo-no-artico-pode-quebrar-recorde-esse-ano/

Não são apenas os animais dos Zoológicos europeus que estão sentindo as consequências do forte calor que faz na região, o gelo do Ártico também foi uma das vítimas das altas temperaturas. Em julho, por exemplo, o degelo sazonal do oceano – que varia conforme as estações do ano – teve um aceleramento, e 2011 já pode bater os níveis de 2007 – ano marcado pela abertura da Passagem Noroeste que liga o Atlântico ao Pacífico pelo norte do Canadá, pela primeira vez em séculos. Também nesse ano, foram marcados apenas 4,13 milhões de quilômetros cobertos pelo elemento.

De acordo com cientistas norte-americanos, a situação este ano pode ser ainda mais grave. Apesar da Passagem Noroeste ainda estar fechada, apenas 7,56 milhões de quilômetros quadrados ainda estão com gelo. “A extensão está menor nesta época do ano em 2011 do que em 2007″, comentou Josefino Comiso, da Nasa, em entrevista ao jornal Folha de S.Paulo.

Mesmo com a alta quantidade de gelo marinho espesso, que possívelmente não irá derreter este ano, ainda há motivos para se preocupar. “Relata-se que as temperaturas no Ártico estão relativamente altas, e de fato poderemos ter um novo recorde de redução do gelo permanente”, disse Comiso. No mês passado, o oceano perdeu uma área de gelo maior do que a do estado de Pernambuco, por dia.

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